Suicídio: Estatística pouco conhecida


Nos Estados Unidos, o suicídio é duas vezes mais comum que o homicídio — e mais frequentemente envolve armas de fogo —, mas a percepção pública é exatamente o oposto.

Notícias, filmes e programas de TV podem contribuir para a percepção de um alto risco de homicídio por arma de fogo, dizem os autores de um novo estudo, deixando uma lacuna substancial entre idéias e realidade e potencialmente levando a mais perigo.

Agora, a primeira pesquisa deste tipo, liderada pela Universidade de Washington, Northeastern University e Harvard University, investiga as percepções do público sobre a violência armada e as principais causas de morte nos EUA. O estudo, publicado na edição de Annals of Internal Medicine, procura fomentar discussões públicas nacionais sobre propriedade e armazenamento de armas de fogo.

“Esta pesquisa indica que, no âmbito da morte violenta, a maioria dos adultos dos EUA não sabe como as pessoas estão morrendo”, disse Erin Morgan, principal autora e aluna de doutorado do Departamento de Epidemiologia da Escola de Saúde Pública da UW. “Sabendo que a presença de arma de fogo aumenta o risco de suicídio, e que o suicídio usando arma de fogo é substancialmente mais comum do que o homicídio por arma de fogo, pode levar as pessoas a pensarem duas vezes se a posse de armas e suas práticas de armazenamento são realmente as opções mais seguras para elas e seus familiares”.

Para analisar as percepções do público nacional, os pesquisadores usaram dados da Pesquisa Nacional de Armas de Fogo de 2015, uma pesquisa na internet entrevistando aproximadamente 4.000 adultos nos EUA. Nessa pesquisa, os indivíduos foram solicitados a classificar as causas relativas de morte violenta em seu estado no último ano. Os dados foram então comparados com a contagem oficial de mortes de cada estado. Os resultados indicaram que, embora o suicídio seja mais comum que o homicídio em todos os 50 estados, a maioria dos entrevistados não o identificou como tal.

“As frequências relativas que os entrevistados reportaram não combinaram com os dados estaduais quando os comparamos com estatísticas vitais”, disse Morgan. “A inconsistência entre as verdadeiras causas e o que o público percebe serem causas frequentes de morte indica uma lacuna no conhecimento e um tópico em que educação adicional pode ser útil”.

Pesquisadores dizem que a educação sobre os riscos reais é crítica. Se as pessoas acreditam que o homicídio é o maior risco, por exemplo, elas podem optar por comprar uma arma para se proteger. E sem a compreensão do alto risco de suicídio, as pessoas podem estar menos inclinadas a guardar armas de fogo com segurança.

Para Morgan e seus colegas, essa educação sobre riscos de armas de fogo precisa se estender às indústrias de mídia e entretenimento.

“Ao fazer com que a mídia de massa e outros mecanismos de comunicação possibilitem novas discussões sobre o suicídio, nós, como sociedade, podemos ter uma conversa mais informada sobre a prevenção do suicídio”, disse Morgan.

Avançando, os pesquisadores estão interessados em aprender mais sobre como as pessoas formam suas percepções sobre a violência armada, a fim de começar a mudar essas crenças.

“Sabemos que isso é uma mistura de comunicação individual e de massa, mas o que realmente leva as pessoas a chegar às conclusões que elas tiram?”, disse Morgan.

“Se as pessoas pensam que a taxa de homicídios é realmente alta porque é isso que é mostrado nas notícias e em programas de TV fictícios, então essas são oportunidades para começar a retratar uma imagem mais realista do que está acontecendo”, concluiu.

Os autores colaboradores do estudo foram Ali Rowhani-Rahbar, Professor Bartley Dobb para o Estudo e Prevenção da Violência e professor associado da Escola de Saúde Pública da UW; Deborah Azrael, professora da Escola de Saúde Pública T. H. Chan, em Harvard; e Matthew Miller, professor da Faculdade Bouvé de Ciências da Saúde da Northeastern University.

A pesquisa foi financiada pela The Joyce Foundation e pelo Fund for a Safer Future.
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Como linkar diretamente para um comentário seu no Facebook

Às vezes você quer de referenciar um comentário específico SEU em um post qualquer no Facebook mas sente falta de um link direto para ele. Pois este link existe sim e aqui está como encontrá-lo e encurtá-lo, para sua comodidade. Veja o vídeo abaixo, de preferência em tela cheia, senão não conseguirá ler as letrinhas.


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Aprenda como proteger o chip da sua operadora no seu celular - OBRIGATÓRIO!!!

Veja o vídeo e siga essa IMPORTANTE dica de segurança: https://youtu.be/xKWstQwqj8Q



E anote o PIN padrão de sua operadora de celular...

  • Código PIN padrão da Vivo: 8486
  • Código PIN padrão da TIM: 1010
  • Código PIN padrão da Claro: 3636
  • Código PIN padrão da Oi: 8888

Proteja-se.

Em tempo, é bom também que você descubra o IMEI do seu celular. Anote-o em lugar seguro, fácil de lembrar e longe do celular — em casa, numa gaveta, por exemplo. Em caso de roubo, furto ou extravio do aparelho, ligue imediatamente para a sua operadora e comunique o fato, solicitando o travamento do IMEI que você informará ao atendente.

Para descobrir o IMEI do seu celular, clique aqui.

Apenas lembrando, o IMEI é um número único associado ao celular. O PIN e o PUK são números de segurança ligados ao chip da sua operadora no celular.

* * *

Link curto para esta postagem: https://bit.ly/pin-puk

* D I V U L G U E *
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Guardando PDFs e EPUBs de graça na biblioteca do Google Books


Você pode subir até mil (1.000) arquivos EPUB ou PDF gratuitamente e mantê-los armazenados sem debitar espaço no seu Google Drive.

  • Faça upload dos seus documentos pessoais no Google Play para lê-los em qualquer lugar.
  • Guarde até mil arquivos EPUB ou PDF no Google Play gratuitamente.
  • Faça upload usando o computador ou importe arquivos do Google Drive.
  • Leia em qualquer lugar com um navegador da Web, smartphones e tablets Android ou um iPhone, iPad ou iPod touch.
  • As páginas lidas, as anotações e os marcadores de página são sincronizados na nuvem. Assim, você pode continuar a leitura exatamente de onde parou.
  • O limite de tamanho dos arquivos é de 100MB*, e talvez leve alguns minutos até que o processamento seja concluído e você possa começar a leitura.
  • É preciso que você tenha os direitos adequados sobre o conteúdo enviado por upload.

Como fazer upload de arquivos e imprimir livros:
https://support.google.com/googleplay/answer/3097151

Como adicionar, organizar ou compartilhar livros:
https://support.google.com/websearch/answer/75375

Como usar o Google Livros:
https://support.google.com/websearch/answer/43729

Projeto Biblioteca, do Google:
https://support.google.com/books/partner/faq/3396243#

Descobri esse babado por puro acaso nesta página:
https://productforums.google.com/forum/#!topic/play/GQ7G0tgjRJA

... onde vi a menção à "Google Books library". Encontrei esta página ao googlar por http://bit.ly/2KdpsOR, querendo saber se um PDF uploadado para o Google Drive contabilizaria espaço na minha cota.

Já ganhei o dia e tenho várias portas por abrir.

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(*) Para arquivos PDF maiores que 100MB, o jeito é apelar para o Scribd, também gratuito e muito bom e organizado, oferecendo links diretos para cada PDF subido.

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Querido marido: É por isso que eu não quero fazer sexo hoje à noite


Depois de anos sem sequer entrar na rede social Reddit, voltei há algumas semanas a frequentar o pedaço. Logo na página principal, entra-se na aba “best”, ou seja, onde estão reunidas as postagens mais votadas do site em ordem decrescente de popularidade.

Lá encontra-se verdadeiras pérolas. Uma delas encontrei ontem e lamentei que não houvesse uma tradução para nossa língua.

Trata-se do desabafo de uma esposa e mãe de família. Não sei se é um relato real ou uma obra de ficção. Mas é tocante e muito bem escrita. E creio que, de forma mais ou menos intensa, qualquer marido, especialmente um marido brasileiro — com criação predominantemente machista —, veste a carapuça com pelo menos uma ou duas das reclamações dessa mulher.

Apenas um dia após ser publicado, o post dessa autora recebeu mais de 20.500 votos positivos, e mais de 3.000 comentários, infelizmente todos em inglês. Li alguns deles, não todos, obviamente. E encontrei muitas outras pérolas entre os comentários. Permitindo-me o tempo, traduzirei mais tarde pelo menos um deles que me chamou a atenção, bastante triste, por sinal.

Sendo assim, deixo-lhes com o desabafo da usuária “/u/throwmeawaycaptain87x4” no Reddit, publicado em 2018-04-11.

* * *

Eu estou com meu marido há quase 10 anos e temos 2 filhos pequenos. Eu não tenho querido fazer sexo ultimamente e, se ele lesse isso, saberia o porquê:

Querido marido, eu sei que você quer fazer mais sexo, e acho que também quero fazer sexo. Mas ao longo dos anos você se esqueceu de que fazer sexo é um assunto que de certa forma preenche o dia inteiro. Não no sentido literal, é claro, mas no sentido de que, para que ambos os parceiros sintam a conexão e o desejo, deve haver mais atenção ao relacionamento. Você não tem ideia do quanto eu quero que você me deseje o dia todo e me mostre esse desejo. Estamos no ponto em que nos beijamos apenas duas vezes por dia — uma vez antes de sairmos para o trabalho e outra vez antes de dormir. Você não me abraça nem me toca. Você não me diz que eu tô bonita ou que me vesti de um jeito elegante. Nós tentamos implementar aquela coisa do “beijo assim que chegamos em casa”, mas durou uma semana e depois nunca repetimos. Esses pequenos toques e gestos nos fariam tão bem, e tão rapidamente, e sobretudo não nos custariam nada. Eu sei que você não é uma pessoa muito chegada a demonstrações físicas de afeto, afinal você nem gosta de segurar minha mão em público. Mas eu preciso das pequenas coisas físicas para querer as coisas físicas maiores.




Eu também preciso que você assuma de verdade a sua função de pai. Nós dois trabalhamos em tempo integral, nós dois dormimos pouco e estamos ocupados. Mas isso não significa que eu deveria estar assumindo quase 100% dos cuidados com as crianças, só porque o meu dia de trabalho é 1 hora mais curto que o seu. Eu não me sinto valorizada, me sinto usada e subestimada. Todas as manhãs eu tiro nossas crianças da cama e me visto, bem como tomo banho e estou pronta antes mesmo de você acordar. Então você corre pela casa concentrando-se exclusivamente em suas próprias necessidades, enquanto eu me certifico de que todos estejam prontos para a rotina do dia. Eu faço os lanches, providencio as roupas extras, pego garrafas, encho mochilas, alimento nossos cachorros e empacoto meu próprio almoço. Você não oferece ajuda nem parece se preocupar com todas as tarefas que eu faço antes das 6h30. Eu faço isso sozinha e fico fervendo por dentro. Tivemos várias conversas sobre dividir essas tarefas matinais e você sempre fica na defensiva e com raiva. É muito difícil olhar para você e sentir desejo quando eu acordo todos os dias me sentindo como uma serviçal em minha própria casa.

O final do dia não é diferente. Eu levo nossos filhos para casa da creche e depois faço o jantar para todos nós. Você chega em casa e rapidamente come. Então decide que é hora de fazer uma jornada ao banheiro e fica lá por pelo menos 30 minutos. Isso costumava ser uma piada, costumava ser algo de que eu iria rir. Eu fazia pouco dessa mania sua. Mas não é mais engraçado. Não é engraçado que, depois de estar em casa com sua família por 15 minutos, você sinta a necessidade de fazer uma pausa de meia hora, alegando que “não pode apressar essas coisas”. Mais uma vez fico eu com a incumbência de cuidar de nossos filhos e nossos cachorros sozinha, e planejar para o dia seguinte também sozinha, enquanto você se concentra em si mesmo. Nós ainda nem nos tocamos desde o pequeno beijo nos lábios de manhã e você quer que eu me sinta sexy e propensa a transar?




É triste que nosso relacionamento tenha chegado a esse ponto. É triste que, mesmo tendo nós dois já discutido essas questões da divisão de deveres e como isso se relaciona com nossa vida sexual, ela ainda não tenha melhorado. O pequeno gesto é o grande gesto. Você não tem ideia do quanto sou pateticamente grata quando me dá um abraço ou limpa a cozinha ou me diz que estou bem hoje. Estou envergonhada por estar tão faminta por esse nível de bondade a ponto de isso me levar às lágrimas. Se você cuidasse da sua parte no cuidado com as crianças, pegasse no aspirador, fizesse questão de me perguntar sobre o meu dia, se oferecesse para levar nossas crianças para brincar de vez em quando para que eu pudesse passar algum tempo sozinha, acredite, meu desejo por você iria disparar. Teríamos mais sexo e quando transamos mais, nosso elo se solidifica. Desejo gera desejo. Adoro fazer sexo com você, mas esse sentimento não existe se eu nunca me sentir amada e respeitada o dia todo.


* * *

Em resumo: a falta do meu marido em demonstrar amor e respeito por tudo o que faço é a principal razão pela qual não sinto mais desejo de ter relações sexuais.

[Reddit]

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O bilionário mercado ilegal de “cracking” de cartões de crédito

“Credit Card Scammers: Street Gangs on the Dark Web” é um inacreditável documentário de 2018 sobre o submundo das fraudes com cartões de crédito.

A revista “VICE” se infiltrou em uma das maiores economias underground do mundo, abrangendo o planeta inteiro e se expandindo sem parar. Acompanhando as atividades ilegais de criminosos do Brooklyn, os repórteres mostram como funcionam as fraudes de cartão de crédito, em que apenas um dos criminosos chega a faturar US$ 3 mil por dia.

Máquina Embosser de 72 caracteres para cartões em PVC

Resumidamente, eles pegam cartões de crédito roubados, raspam as informações e imprimem novos dados em alto relevo usando máquinas manuais Embosser (foto acima) ou similares — o novo número terá sido comprado na Dark Web usando Bitcoin e o nome do novo “dono” do cartão será o de um ajudante do criminoso. Depois de preparar meia dúzia de cartões para igual número de ajudantes, o grupo vai às lojas online ou às lojas físicas e fazem compras à vontade. Depois os produtos são trocados por dinheiro no mercado negro. Simples assim.

O principal criminoso entrevistado declara estar no ramo há pelo menos dez anos. Tem família, filhos e poupa a maior parte do que ganha.

* * *

Crime de rua e tráfico de drogas têm decaído nos últimos vinte anos. O comércio de drogas já é velharia para os novos criminosos. “É tudo lento demais”, diz um deles. A atividade quente do momento é fraude com cartões de crédito, ou “cracking cards”.

Estima-se que US$ 4 bilhões sejam roubados de contas bancárias mundo afora nesses esquemas. Mas os lesados são basicamente os bancos, pois o correntista que denuncia despesas indevidas em seu cartão é ressarcido.

O Brooklyn, em Nova York, é um dos centros de maior atividade desses criminosos.

Assista ao vídeo, que tem 14’42” de duração. O inglês é muito difícil de entender. Mas por sorte, o filme é legendado (em inglês mesmo). Talvez você, como eu, precise pausar várias vezes para acompanhar o texto e a fala.


Alternativa: YouTube

[Vice]
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Coca-Cola e McDonald’s: um aperto de mão em 1955 e vamos que vamos


Foi no início de 1955 quando Ray Kroc, um ambicioso vendedor de equipamentos de milkshake que comprou o direito de expandir o McDonald’s em todo o país, estava abrindo seu primeiro restaurante, em Des Plaines, Illinois.

Em busca de um fornecedor de bebidas, Kroc ligou para a Coca-Cola para perguntar sobre a venda de seus refrigerantes e chegou a um executivo chamado Waddy Pratt, que dirigia a divisão de máquinas post-mix da Coca-Cola.

“Em um sábado de manhã, Waddy vai a Des Plaines para verificar esse cara que alega que seu restaurante vai tomar os EUA de assalto”, disse Dick Starmann, um confidente de Kroc, lembrando uma história que ambos contaram a ele muitas vezes. “Ele chega a uma loja de azulejos vermelhos e brancos na Avenida Lee com uma placa de neon amarela, onde um cara com uma mangueira estava lavando o estacionamento”.

Pratt estava procurando por Ray Kroc, e o cara disse: ‘Você está falando com ele’, disse Starmann em uma entrevista.

Algumas horas depois, Pratt e Kroc apertaram as mãos. Até hoje, executivos de ambas as empresas dizem que o aperto de mão sela a relação primária entre a Coca-Cola e a gigantesca cadeia de fast-food.*

“Essas duas empresas ajudaram-se mutuamente a crescer e se expandir em todo o mundo”, disse Starmann. “Nenhuma delas seria o que é hoje sem a outra”.

O McDonald’s é o maior cliente de restaurante da Coca-Cola, e as duas empresas mantêm uma relação única e simbiótica.

À medida que o McDonald’s se expandia globalmente, muitas vezes usava os escritórios da Coca-Cola como base de operações para começar a funcionar. Em 1993, os executivos da Coca sugeriram que o McDonald’s misturasse seu refrigerante com um hambúrguer e batatas fritas durante a promoção “Jurassic Park”, criando o combinado, ou “combo”, conhecido nos EUA como “Extra Value Meal”. E recentemente, a Coca ajudou o McDonald’s a desenvolver sua nova linha de smoothies.

Ao longo dos anos, as empresas criaram um sistema para a entrega e produção de refrigerantes da Coca-Cola nos restaurantes McDonald’s. Em outros restaurantes, o xarope de Coca-Cola é entregue em sacos plásticos. Mas para o McDonald’s, a Coca-Cola entrega seu xarope em tanques de aço inoxidável que garantem seu frescor, criando o que muitos acreditam ser a melhor Coca-Cola disponível.

As equipes de vendas da Coca estão proibidas de vender xarope para outros restaurantes por menos do que o McDonald’s paga, mesmo que isso signifique perder negócios para a Pepsi-Cola. As empresas se recusaram a comentar sobre seu relacionamento.

“Quando você pergunta à Coca-Cola em quais países ela tem as maiores vendas, ela diz algo como EUA, Japão, Alemanha e McDonald’s - e nessa ordem”, disse Starmann. “É meio engraçado, mas é verdade”.

O McDonald’s é tão importante para a Coca-Cola que é o único cliente com sua própria divisão. A divisão McDonald’s da Coca-Cola é dirigida por Javier C. Goizueta, filho do ex-presidente-executivo da Coca-Cola, Roberto C. Goizueta. Quando Goizueta-pai morreu, em 1997, bandeiras do McDonald’s em todo o mundo voaram a meio-pau.

[David Gelles, “The New York Times”, 2014] 

(*) É claro que, depois de tanto tempo, não ficaram apenas no aperto de mão. Afinal, são duas megacorporações.


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A incrível história do “B” invertido no letreiro de Auschwitz

Uma mentira cínica: a inscrição acima do portão principal do campo de concentração de Auschwitz: “ARBEIT MACHT FREI” (o trabalho liberta) — Katarina Stolz/Reuters
Um sinal de coragem e vontade de viver

Quando a SS ordenou que fabricassem este sinal, os prisioneiros colocaram sua mensagem escondida na palavra “ARBEIT” (trabalho, em alemão): viraram a letra “B” de cabeça para baixo. Eles ficaram enfurecidos com o medo sem fim, as humilhações diárias, as surras, o ódio e os assassinatos que foram forçados a testemunhar. Eles criaram uma marca de sua coragem, sua vontade de superar o medo, de sobreviver e depois de contar ao mundo o que aconteceu em Auschwitz.

O "B" invertido em detalhe.
Hoje, e no futuro, o “B” invertido sempre simbolizará a mensagem dos presos para as gerações vindouras: “Lembre-se: quando ocorrem injustiças, quando as pessoas são discriminadas e perseguidas - nunca permaneçam indiferentes. A indiferença mata.

Lado a lado, grupos de jovens estagiários da Volkswagen AG e colegas poloneses têm recebido essa mensagem dos sobreviventes por muitos anos. Eles ajudam a preservar o Memorial de Auschwitz; eles se encontram com sobreviventes e apoiam ativamente o Comitê Internacional de Auschwitz.

Com base em uma idéia de Michèle Déodat da França, os estagiários da Volkswagen de Hanover estão agora contando a história do “B” invertido em uma nova forma.

Juntamente com os colegas da fábrica, eles passaram muitos meses criando essa escultura de mais de dois metros de altura: como uma mensagem para eles mesmos, como uma mensagem para todos nós, como uma mensagem para o mundo, como uma mensagem para você.

* * *

A história do “B” em um vídeo do YouTube:



* * *

Em 2010, o Comitê Internacional de Auschwitz começou a conceder a escultura “To B remembered” como prêmio a personalidades que agem de acordo com o espírito do conceito-chave dos sobreviventes de Auschwitz: “Nunca mais!”

Em 2013, os estagiários da Volkswagen criaram um memorial público na forma da estátua de dois metros de altura “To B remembered”, um trocadilho em inglês com “to be remembered” (a ser lembrado), usando o som do nome da letra “B” no idioma.

A escultura de 5 toneladas “To B remembered” inaugurada na Wittenbergplatz, em Berlim, em 2013-06-12 (© Boris Buchholz)  
O primeiro local da estátua foi o Wittenbergplatz de Berlim (leia mais aqui). Então, em 30 de janeiro de 2014, o grande “B” foi instalado em frente ao Parlamento Europeu em Bruxelas. Você encontrará mais informações sobre a inauguração em Bruxelas aqui.

A escultura no IAK e o letreiro no pórtico do campo 1 em Auschwitz (© Boris Buchholz)

Em 10 de setembro de 2015, o “B” retornou à Wittenbergplatz, em Berlim. Os sobreviventes dedicaram a instalação renovada da estátua em Berlim aos refugiados em fuga e às pessoas que os auxiliaram e receberam-nos de braços abertos. Roman Kent, sobrevivente de Auschwitz e presidente do IAC em Nova York, disse: “Nossos agradecimentos vão para eles. Eles estão frequentemente muito à frente de seus governos”. Você encontrará mais informações no boletim de imprensa de 10 de setembro aqui.

Em 12 de junho de 2017, a estátua de 5 toneladas foi inaugurada em Kassel, a cidade da exposição Documenta. Você pode ler mais sobre essa cerimônia aqui.

A escultura - “Gift of Remembrance” para personalidades de destaque

No 65º aniversário da libertação: “To B remembered”

A escultura do IAK, em sua forma menor, foi concedida a personalidades, incluindo o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Notícias que percorreram o mundo no final de 2009: o roubo da inscrição que foi originalmente montada sobre o portão de entrada principal do campo de concentração de Auschwitz, “Arbeit macht frei” (O trabalho liberta). Suspeita-se agora que o roubo foi realizado em nome de um colecionador extremista de direita de memorabilia nazista na Suécia, que “fez o pedido” para “o item” a partir da Polônia por meio de contatos na cena sueca nazista.

Retrospecto: O roubo do letreiro do pórtico


A inscrição era uma mentira cínica, como todos os prisioneiros sabiam e experimentavam fisicamente todos os dias. Mas o que a maioria deles não percebeu foi que a placa continha uma mensagem subversiva: o sobrevivente Tadeusz Szymanski falou de uma conversa que ele teve alguns anos depois da libertação com outro sobrevivente que foi forçado a trabalhar na oficina de serralharia no acampamento. Enquanto ele estava com o Sr. Szymanski sob o portão, ele lhe disse que quando a SS ordenou que ele e seus companheiros de acampamento soldassem a placa, eles deliberadamente colocaram o “B” na palavra “Arbeit” de cabeça para baixo.  Foi uma demonstração de autoestima e autoafirmação em um ambiente onde todos os vestígios de direitos humanos haviam sido erradicados.

Para lembrar o significado do lugar Auschwitz, lembrar as vítimas e as causas, mas também para honrar a capacidade de lembrar, o Comitê Internacional de Auschwitz fundou o “Dom da Recordação” em 2010, 65 anos após a libertação de Auschwitz. Ele é moldado na forma do “B” invertido na palavra “Arbeit” acima do portão de entrada do campo de concentração de Auschwitz: “To B remembered”.

A ideia para o desenho artístico da escultura veio de Michèle Déodat da França, que esteve envolvida com o trabalho do Comitê Internacional de Auschwitz por muitos anos. Um primeiro rascunho para a escultura foi criado pelo artista berlinense Lutz Brandt. Estagiários da Volkswagen AG em Hanover fabricaram as esculturas. Há vinte anos, grupos de estagiários da Volkswagen Coaching e de estudantes da escola polonesa têm trabalhado juntos para preservar o Memorial de Auschwitz e também têm conversado com os últimos sobreviventes do campo de concentração.

[Auschwitz, via Reddit]

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Atualização 2018-04-09: Houve gente não acreditando na veracidade dessa história. A estes sugiro duas rápidas leituras:


Quanto ao dístico, Buchenwald foi o único campo de concentração que não usou a frase “Arbeit macht frei”, mas sim a frase “Jedem das Seine”, que significa “a cada um o que ele merece”.


Franz Ehrlich (1907-1984), estudante de mestrado na Bauhaus Dessau, designer e arquiteto, participou da resistência antifascista na penitenciária e no campo de concentração de Buchenwald, onde ficou preso até 1939.

Em 1938, o gerente de construção da SS ordenou que ele fizesse um desenho tipográfico para o ditado “Jedem das Seine”. No portão do acampamento, legível para o interior, ele manifestou seu protesto contra a segregação brutal e o assassinato de tantas pessoas pela SS naquelas instalações. Ehrlich desenhou as letras no estilo dos mestres da Bauhaus e de seu professor Joost Schmidt. A tipografia tornou-se assim uma intervenção sutil contra o espírito da inscrição.

Os nazistas detestavam a Bauhaus. Mas, em grande parte ignorantes em tipografia,  nunca se tocaram do protesto.

Quanto à frase em si, difícil saber qual a mais odiosa nos casos em pauta, se “Arbeit macht frei” ou “Jedem das Seine”.

[Buchenwald]
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Os meandros do destino — YouTube / Zuckerberg

Policial no sufoco na cena do crime
O Zuckerberg San Francisco General Hospital recebeu três pacientes do atentado aos escritórios do YouTube: um homem de 32 anos em condições críticas, uma mulher de 27 anos em condição não tão grave e um homem de 36 anos em estado grave.

Se você estranhou o nome do hospital, aqui vai a história.

Priscilla e Mark
Em 2011, a San Francisco General Hospital Foundation lançou uma campanha chamada “Heart of Our City Capital” para arrecadar US$ 135 milhões até o início de 2015. Uma das pediatras do hospital, Priscilla Chan, e seu marido Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, doaram US$ 75 milhões à iniciativa, constituindo a maior doação privada a um hospital público na história dos EUA.

Em reconhecimento a essa generosa doação, os nomes dos dois passaram a fazer parte do nome do hospital, que passou a se chamar oficialmente “Priscilla Chan and Mark Zuckerberg San Francisco General Hospital and Trauma Center”. Mas o nome que colou mesmo e é usado no site e no domínio internet é “Zuckerberg San Francisco General Hospital and Trauma Center”.

Nasim Najafi Aghdam, a atiradora que depois se matou
Os Lipikas não têm descanso. Essa Lei do Karma é complicada mesmo, sei lá, mil coisas...

[ZSFG, LATimes]




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Sabia que dá para "embedar" comentários do Facebook?



Sim, veja só o resultado. No caso, é a resposta a um comentário. Ficou assim:




Mais detalhes e instruções detalhadas, aqui.
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Três vídeos curtos sobre Antártica na CNN



A "CNN" está participando de uma expedição do Greenpeace à Antártica e vem soltando alguns vídeos curtos e fascinantes sobre a região. Em inglês, mas com "CC" (Closed Captions), o que pode ajudar algumas pessoas. Basta clicar no "CC" no rodapé da janela de vídeo.


* * *

(1) CNN goes inside Antarctica — Antarctica's land is protected for scientific exploration, but what about the marine life that surrounds the frozen continent? CNN's Arwa Damon travels with Greenpeace as they raise awareness to preserve this unique area on Earth.





(2) How a tiny creature's poo offsets carbon emissions — Krill are at the center of efforts to preserve the world's largest carbon sink; a shrimp-like creature whose species holds the Antarctic food web together and whose balance is essential to our very existence. CNN's Arwa Damon and Brice Laine report from Antarctica.





(3) Preserving the world's largest carbon sink — CNN's Arwa Damon documents the last leg of a three-month Greenpeace campaign calling for protection of Antarctica. The aim is to preserve one of the Earth's most significant, yet sensitive, carbon sinks.





















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Dos meus tempos de “CELACANTO PROVOCA MAREMOTO”

Esta foi minha modesta participação no documentário “Luz, Câmera, PICHAÇÃO”, de 2011, onde fui entrevistado por causa de minha breve atuação como pixador urbano aos 17 anos, em 1977. Lá se vão 41 anos de “CELACANTO PROVOCA MAREMOTO”.

No vídeo abaixo, minha entrevista começa aos 16’13” e vai até 21’33”. São apenas pouco mais de 5 minutos.


Clique neste link para ir direto para o ponto certo: https://youtu.be/b_MB_CmhjUQ?t=16m13s

Se quiser saber mais a respeito do documentário no IMDb, clique aqui.

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Resumo dos documentário pelos próprios realizadores:

“PICHAÇÃO” não é graffiti. Esta é uma distinção que só acontece no Brasil. Quer maior subversão que assinar uma cidade que parece não ter sido projetada para você, com seu nome inventado? “Luz, Câmera, PICHAÇÃO” é o primeiro documentário que conta com a presença apenas de pichadores (as), sem ninguém de fora da cultura, muito menos especialistas ou intelectuais, afinal de contas, é a fala do pichador, quase nunca ouvida, suas formas de socialização, suas histórias de vida, suas grafias, seus sucessos, seus riscos, suas perdas e seus ganhos que os compõem por inteiro. Desta maneira, fugindo de explicações vindas de fora, que cairiam no risco da redução, o filme, focado especialmente na cultura da PICHAÇÃO no Rio de Janeiro, conhecida como Xarpi Carioca, propõe uma convivência e uma simpatia direta com o que aparenta, à primeira vista, ser incompreensível e, justamente por isso, alvo de tanta violência. Família, emprego, amigos, amores, riscos, afetos, rua, cidade, madrugada, ou seja, um filme que trata, sobretudo, de aflições comuns a uma juventude urbana periferizada contemporânea. O quanto de pichador há em todos nós?

Direção: Gustavo Coelho, Marcelo Guerra e Bruno Caetano
Edição: Marcelo Guerra e Bruno Caetano
Produção: Gustavo Coelho e Marcelo Guerra
Pesquisa: Gustavo Coelho
Áudio: Fátima Araújo
Música Original: Manga Fina
Videografismos: Cerotreees
Site e Logo: Eduardo Conceição
e-mail: producao@luzcamerapichacao.com.br

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Flashback: Notável voo trans-Túnel Rebouças de quase 8 anos atrás

Sobrevoo do canal do Jardim de Alah, entre Ipanema e Leblon

Curtam este voo realizado em 1º de julho de 2010 por Leno e Gabriel decolando do Elevado da Av. Paulo de Frontin, passando por dentro do Rebouças, pela Lagoa Rodrigo de Freitas, atravessando pelo Jardim de Alah e pousando na Praia do Leblon.

Este foi mais um feito do mundialmente famoso Gabriel, fera total no aeromodelismo FPV (First Person View) ou vôo em primeira pessoa, modalidade em que o piloto controla o aeromodelo por meio de uma pequena tela de TV recebendo a transmissão da imagem captada pela minicâmera da aeronave, que não era um drone como os modernos, mas sim um pequeno avião.




A música de fundo é a Cavalgada das Valquírias, de Wagner. E lembre-se que em 2010 a resolução das câmeras que podiam ser embarcadas num pequeno avião não era alta.

Para mais emoções, assinem o canal do Gabriel2584 no YouTube. Se quiser segui-lo no Google+, clique aqui.
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Garoto de 9 anos atirou na irmã por causa de um controlador de videogame



Tô com raiva. E se eu puxar esse gatilho, que será que acontece?
A violência está cada vez mais banalizada. Uma criança sem supervisão vê várias cenas de violência diariamente em filmes, novelas, telejornais e videogames. Ela vê o ato mas não entende direito as consequências nem as implicações do que está vendo. Há quem jure de pés juntos que essa exposição a violência não predispõe o menor a praticar atos do mesmo tipo. Isso faz sentido para você?

Leia o que aconteceu.

Menino de 9 anos do estado americano do Mississippi mata irmã de 13 com tiro atrás da cabeça porque ela não quis das a ele o controle do videogame, dizem policiais .
Uma menina de 13 anos morreu depois que foi baleada no sábado por seu irmão de 9 anos, informou a mídia local.
O xerife do condado de Monroe, Cecil Cantrell, disse que a menina não quis entregar o controlador de videogame quando seu irmão pediu.
Cantrell disse que ela foi baleada na parte de trás da cabeça e que a bala passou por seu cérebro.
A menina foi levada às pressas para o Hospital Infantil Le Bonheur em Memphis. Cantrell disse que no final do domingo ela morreu dos ferimentos, segundo a WLOV-TV e outros meios de comunicação relataram.
As autoridades ainda não sabem como a criança teve acesso à arma com que atirou em sua irmã. Também não está claro quanto conhecimento que o menino tinha dos perigos oferecidos por armas.
“Ele tem apenas 9 anos. Eu suponho que ele tenha visto isso em videogames ou na TV”, disse Cantrell. “Eu não sei se ele sabia exatamente o que isso causaria. Eu sei que é uma tragédia”.
A investigação não será apressada, disse o xerife, e a identidade dos membros da família não está sendo divulgada.
“Este é um novo terreno para nós, nunca lidamos com um garoto atirando em uma criança aos 9 anos”, disse Cantrell.
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Estudo encontra microplásticos em mais de 90% das garrafas de água testadas, inclusive no Brasil (é claro)

Mas os efeitos dos microplásticos na saúde humana ainda estão longe de ser claros

• Bebe-se 500 bilhões de garrafas plásticas de água por ano, de acordo com “The Guardian”

• Novo estudo com 259 garrafas de água encontrou pequenos pedaços de plástico em mais de 90% delas, levando a uma revisão da Organização Mundial da Saúde (OMS).



De acordo com Graham Readfearn, do “The Guardian”, o estudo foi conduzido por cientistas da Universidade Estadual de Nova York (SUNY) em Fredonia em nome da Orb Media, uma organização de jornalismo sem fins lucrativos com sede nos Estados Unidos. Os pesquisadores analisaram garrafas de água de nove países — EUA, China, Brasil, Índia, Indonésia, México, Líbano, Quênia e Tailândia — e descobriram que 93% apresentavam pelo menos algum sinal de contaminação por microplásticos ou detritos plásticos com menos de 5mm de comprimento.

Para identificar os microplásticos, os cientistas usaram um tintura chamada Vermelho do Nilo (Nile Red), que se liga a peças flutuantes de plástico e faz com que elas fiquem fluorescentes, de acordo com David Shukman, da “BBC”. Os pesquisadores descobriram uma média de 10 partículas de plástico por litro de água e outras 314 partículas por litro que assumem como sendo plásticas, mas que não podem identificar positivamente porque são muito pequenas.

De todos os frascos testados, apenas 17 não apresentavam vestígios de microplásticos. Alguns tinham números variando na ordem de milhares. Um total de 11 marcas diferentes de garrafas de água foram testadas, entre elas Nestlé Pure Life, Evian, Dasani e San Pellegrino. Houve grandes diferenças nas marcas e até mesmo no mesmo pacote de garrafas.

Como David Common e Eric Szeto da “CBC News” apontam, não está claro como os microplásticos estão entrando na água: os detritos podem ser provenientes de fontes de água, dos processos de fabricação ou engarrafamento, ou mesmo de abertura de tampas de garrafas, o que poderia fazer com que as microplaquetas de plástico caiam em bebidas.

Um porta-voz da OMS disse a Readfear, do “Guardian”, que, em resposta ao estudo, a organização planeja “rever a evidência disponível muito escassa com o objetivo de identificar lacunas de provas e estabelecer uma agenda de pesquisa para produzir uma avaliação de risco mais completa”.

As pessoas hoje bebem uma enorme quantidade de bebidas engarrafadas — quase 500 bilhões de garrafas de plástico foram vendidas em todo o mundo em 2016 sozinhas — mas se os microplásticos têm ou não efeitos adversos sobre a saúde humana, isso permanece incerto. “Não temos apenas a pesquisa par anos basear”, informa Bruce Gordon, coordenador do trabalho global da OMS sobre água e saneamento, a Shukman da “BBC”. Normalmente, temos um limite “seguro”, mas para ter um limite seguro, para definir isso, precisamos entender se essas coisas são perigosas e se elas ocorrem na água em concentrações que são perigosas”.

O professor Sherri Mason, pesquisador de microplásticos e principal autor do novo estudo, disse em uma entrevista a Shukman que algumas das partículas de plástico descobertas nas garrafas de água são suficientemente grandes para simplesmente passar pelo corpo. Mas essas partículas, ela acrescentou, “podem liberar substâncias químicas que causam impactos conhecidos sobre a saúde humana”. Os pesquisadores também estão preocupados com o fato de que algumas das partículas são pequenas o suficiente para viajar além do trato gastrointestinal e para o resto do corpo.

“Nós não sabemos as implicações do que isso significa em nossos vários órgãos e tecidos”, disse Mason.

Embora o novo estudo tenha suscitado preocupações entre cientistas e funcionários da saúde, há uma série de significativos problemas na pesquisa. Apesar da Orb ter consultado toxicólogos e especialistas em microplásticos ao longo do processo de pesquisa, o estudo não foi publicado em uma revista científica de renome e não foi submetido a uma revisão pelos pares.

Além disso, como observam Common e Szeto da “CBC”, é possível que a tintura Vermelho do Nilo adira a substâncias que não sejam de plástico. Várias das marcas que foram testadas no estudo, de fato, disseram que suas pesquisas internas mostraram concentrações muito mais baixas de microplásticos do que as descobertas pelos pesquisadores da SUNY. Falando ao CBC, a Nestlé sugeriu que o tintura em questão poderia “gerar falsos positivos”.

O novo relatório destaca a necessidade de uma investigação mais aprofundada sobre a exposição aos microplásticos e seus efeitos sobre a saúde humana, o que ainda é um campo emergente na pesquisa científica. A Dra. Stephanie Wright, do King’s College Center para Meio Ambiente e Saúde, disse a Shukman, da “BBC”, que as partículas microplásticas podem “permanecer dentro de uma célula imune no revestimento intestinal, ou passar para o nosso sistema linfático, terminando nos gânglios linfáticos, ou há um pequeno potencial de que entrem na corrente sanguínea e possivelmente se acumulam no fígado”. E porque o plástico não é biodegradável, essas partículas podem causar danos ao tecido humano.

“Mas no momento”, acrescenta Shukman, “não sabemos”.

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Fonte: https://www.smithsonianmag.com/smart-news/study-finds-microplastics-more-90-percent-tested-water-bottles-2-180968507/

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O que pensar antes de publicar fotos da família nas redes sociais?


Se pensarmos bem, todos estamos curando e filtrando nossa história de vida quando publicamos fotos online no Instagram, Facebook, Twitter etc. E não tem nada demais, certo? Mas às vezes essa imagem envolve outras pessoas. Nossos amigos, nossos pais, nossos filhos. Pedir sua permissão para incluí-los em nossa história não é a norma cultural. Mas deveria ser?

Em julho de 2017, a equipe do podcast (em inglês) “Note to Self”, da National Public Radio, fez algumas perguntas sobre postar fotos. Veja aqui.

Você publica fotos de seus filhos? Os seus pais enviam suas fotos? Porque não?

Eles perguntaram sobre pais compartilhando fotos de seus filhos online. E perguntaram a crianças e jovens se seus pais postavam sobre eles. Queriam saber se as famílias estavam falando sobre suas escolhas nas mídias sociais e talvez criar uma espécie de um guia para essas conversas.

Eles achavam que talvez algumas poucas pessoas responderiam à pesquisa. Mas, sem querer, atingiram um nervo. Receberam mais de 1.200 respostas, sendo mais de metade delas longos depoimentos. As pessoas demonstraram ter sentimentos fortes sobre este assunto, emoções cheias de nuances e complexidades, o que não é bem uma grande surpresa.



Neste podcast (em inglês), o psicólogo e autor Guy Winch ajuda a compreender nossas diversas emoções a respeito de postagem de fotos nas redes. Ele recebe crianças e adultos, indivíduos e famílias em seu consultório privado e tem muito a dizer sobre o assunto.

— É preciso saber o momento certo de permitir que crianças ou jovens comecem a ter contato com a prática altamente, digo, altamente viciante de navegar nas redes sociais — disse Winch.

— Você usou a palavra viciante? — indagou a entrevistadora e produtora Manoush Zomorodi.

— Não. Eu disse altamente altamente viciante. Foram três palavras — respondeu Winch.

O podcast ouviu também Charlotte Philby, uma mãe cujos posts da família faziam parte de sua marca pessoal nas redes, até que, após conversar com os filhos, mudou radicalmente seu comportamento.

Então, aqui estão alguns dos depoimentos mais expansivos dentre os 1.200 obtidos. Experiências diretas de crianças e pais, todos sentindo a tensão da etiqueta de mídia social afetando profundamente suas almas.

A inescapável e desagradável foto do jovem dormindo largadão no sofá da sala, postada na página da mãe. Quase todo jovem atualmente já passou por isso.

"Eu não me importo tanto com as fotos da infância. Eu cresci, então essas imagens nostálgicas podem ser edificantes. No entanto, alguns anos atrás, depois de retornar de uma viagem ao exterior, minha mãe tirou uma foto de mim dormindo no sofá e postou no Facebook sem o meu conhecimento. Eu fiquei mortificada! Para mim, foi uma violação da privacidade e da minha marca pessoal. Os jovens adultos entendem que a nossa personalidade de mídia social é uma versão com curadoria e construída de nós mesmos, é a forma com que nos apresentamos para o mundo. Meu único arrependimento é que isso machucou os sentimentos da minha mãe quando eu pedi a ela para apagar as fotos da rede."

Ensinando um filho de seis anos sobre a coisa do "Curtir" no Facebook.

"Meus filhos têm 6 e 8 e eu estabeleci uma regra. Sempre perguntar a eles antes de eu publicar qualquer foto deles nas mídias sociais. Eles passaram de ser muito autoconscientes sobre as minhas postagens e agora estão lidando muito bem com isso, chegando até a me pedirem para publicar coisas. Recentemente, eles começaram a perguntar sobre quantas 'curtidas' as postagens receberam e eu estou constantemente lembrando-lhes que o número de 'curtidas' não importa".

A versão que os pais veem.

"Eu sinto que meus pais tendem a publicar imagens que mostram a versão de mim que eles preferem. Comecei recentemente saí do armário e me declarei gay. Já tive um namorado há quase três anos, mas duvido que meus pais postem uma foto dele e eu juntos. Em suas postagens também tendem a editar partes das informações que lhes falei, para contar uma história sobre mim que melhor se encaixa em sua narrativa."

Quando seus limites não são respeitados.

"Minha sogra rompeu nossa 'amizade' no Facebook porque vi que ela tinha publicado fotos das crianças e lhe pedi que as tirasse. Eu concordei que as escolas dos nossos filhos publicassem fotos de mídias sociais porque percebi que as crianças poderiam se sentir excluídas na ocasião se seus pais não tivessem dado permissão para publicação. Eu preferiria que meus filhos conseguissem fazer todas as atividades e não fossem tratados de forma diferente, então eu dei permissão, mas não gosto e nem marquei os rostos deles nas fotos."

"Eu faço isso porque eu amo você".

"Eu nunca consegui falar com meus pais sobre etiqueta online porque cada vez que eu tento trazer o problema eles me culpam dizendo 'eu faço isso porque eu amo você, você não entende'. E a conversa não avança mais. Minha irmã e eu já tentamos conversar com nossa mãe sobre como ela está ultrapassando os limites, dizendo que ela está vivendo a vida dela por meio de uma participação imaginária nas nossas experiências, mas antes que possamos chegar ao ponto, ela diz na lata: 'sim, exatamente, eu quero viver de forma indireta através de vocês!'"

Os posts dos nossos pais são mais verdadeiros com relação a quem somos do que os nossos próprios posts sobre nós mesmos, que passam por nossa própria curadoria.

"Meus pais não são capazes de representar uma versão real de mim. Eles são pais! A visão deles será sempre marcada por seu amor e pela crença de que seu filho é perfeito."

Você talvez não conheça a história completa.

"Eu sofri de um transtorno alimentar por quase 2 anos. Durante esse tempo, minha autoestima era realmente muito baixa. Meus pais publicariam fotos de mim e eu odiava isso muito, pois achava que eu parecia horrível o tempo todo. Eu percebi que eles não queriam piorar minha situação, mas senti que tinha que atender a essa imagem perfeita que eles queriam que eu tivesse."


* * *

É difícil ler alguns desses depoimentos. Mas a equipe do “Note for Self” percorreu os comentários para entender quão enormes essas perguntas são — sobre o quê publicar sobre sua família e como falar sobre essas decisões. E quão profundas as conseqüências podem ser quando não conversamos a respeito disso. Então perguntaram às crianças se tinham alguma sugestão.

"Eu realmente penso que se seu filho diz 'não publique isso' você simplesmente não deveria publicar. Mesmo se você não entender o motivo. Eu acho que os pais precisam entender isso ao usarem as mídias sociais, nós construimos a nossa vida em torno delas e há muitas máscaras e sutilezas na forma como usamos essas ferramentas, e isso são coisas que nossos pais nunca vão conseguir entender."

É importante fazer alguns questionamentos. Está tudo bem se eu postar isso? Com quem você está conectado? Quais são as suas configurações de privacidade? Qual é a boa etiqueta para cada plataforma? O que você está fazendo nas mídias sociais? O que você tira do uso de diferentes plataformas de redes sociais? Há coisas que você mudaria sobre as mídias sociais, se pudesse?

São perguntas que procedem.

Ouça o podcast.

[Medium, WNYCstudios]





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Um defeito na mulher



Quando Deus fez a mulher, já estava nas horas extras de seu sexto dia de trabalho. Um anjo apareceu e Lhe disse:

— Por que gastas tanto tempo com esta?

E o Senhor respondeu:

— Você viu minha ‘Folha de Especificações’ para ela?

“Deve ser completamente lavável, porém não ser de plástico, ter mais de 200 partes
móveis, todas arredondadas e macias e ser capaz de funcionar com uma dieta de qualquer
coisa e sobras, ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo, ter
um beijo que possa curar desde um joelho raspado até um coração ferido e fazer tudo
isso com somente duas mãos.”

O anjo se maravilhou com os requisitos.

— Somente duas mãos... Impossível!

— E este é somente o modelo Standard — replicou o Eterno.

— É muito trabalho para um só dia... Espere até amanhã para terminá-la, Senhor.

— Não o farei — protestou o Senhor. — Estou muito perto de terminar esta criação, que é a
favorita de Meu próprio coração. Ela já se cura sozinha quando está doente e pode trabalhar 18 horas por dia.

O anjo se aproximou mais e tocou a mulher.

— Porém a fizeste tão suave, Senhor!

— É suave — disse Deus. — Porém a fiz também forte. Não tens idéia do que ela pode aguentar ou
conseguir.

— Será capaz de pensar? — perguntou o anjo.

Deus respondeu:

— Não somente será capaz de pensar , mas também de raciocinar e negociar.

Então, notando algo, o anjo estendeu a mão e tocou a pálpebra da mulher.

— Senhor, parece que este modelo tem um vazamento... Eu Te disse que estavas colocando muitas
coisas nela.

— Isso não é nenhum vazamento... É uma lágrima — corrigiu-o o Senhor.

— Para que serve a lágrima? — perguntou o anjo.

E Deus disse:

— As lágrimas são sua maneira de expressar sua sorte, suas penas, seu desengano, seu amor, sua solidão, seu sofrimento e seu orgulho.

Isto impressionou muito ao anjo:

— És um gênio, Senhor. Pensaste em tudo. A mulher é verdadeiramente maravilhosa.

— Sim, ela é! A mulher tem forças que maravilham os homens. Aguentam dificuldades, carregam grandes cargas físicas e emocionais, porém, têm amor e sorte. Sorriem, quando querem gritar. Cantam, quando querem chorar. Choram, quando estão felizes e riem, quando estão nervosas. Lutam pelo que acreditam. Enfrentam a injustiça. Não aceitam “não” como resposta, quando elas acreditam que haja uma solução melhor. Privam-se para que sua família possa ter algo. Vão ao médico com uma amiga que tem medo de ir. Amam incondicionalmente. Choram quando seus filhos triunfam e se alegram quando suas amizades conseguem prêmios. São felizes, quando ouvem falar de um nascimento ou casamento. Seu coração se despedaça, quando morre uma amiga. Sofrem com a perda de um ser querido, mas são ainda mais fortes quando pensam que já não há mais forças. Sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração ferido.

E continuou o Senhor:

— Porém, há um defeito incorrigível na mulher. É que ela se esquece o quanto vale.



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Your Daily Moment of Zen

... or, Some Proverbs You've Probably Heard, Brought up to Date by Charles Kimball:



  1. Do not walk behind me, for I may not lead. Do not walk ahead of me, for I may not follow. Do not walk beside me, either; just leave me the heck alone.
  2. The journey of a thousand miles begins with a broken fan belt and a leaky tire.
  3. It's always darkest before dawn. So if you're going to steal your neighbor's newspaper, that's the time to do it.
  4. Sex is like air. It's not important unless you aren't getting any.
  5. Don't be irreplaceable; if you can't be replaced, you can't be promoted.
  6. No one is listening until you make a mistake.
  7. Always remember you're unique, just like everyone else.
  8. Never test the depth of the water with both feet.
  9. It may be that your sole purpose in life is to serve as a warning to others.
  10. It is far more impressive when others discover your good qualities without your help.
  11. If you think nobody cares if you're alive, try missing a couple of car payments.
  12. Before you criticize someone, you should walk a mile in their shoes. That way, when you criticize them, you're a mile away -- and you have their shoes.
  13. If at first you don't succeed, skydiving is not for you.
  14. Give a man a fish and he will eat for a day. Teach him how to fish, and he will sit in a boat & drink beer all day.
  15. If you lend someone $20, and never see that person again, it was probably worth it.
  16. Don't squat with your spurs on.
  17. If you tell the truth, you don't have to remember anything.
  18. Some days you are the bug, some days you are the windshield.
  19. Don't worry, it only seems kinky the first time.
  20. Good judgment comes from bad experience, and a lot of that comes from bad judgment.
  21. The quickest way to double your money is to fold it in half and put it back in your pocket.
  22. Timing has an awful lot to do with the outcome of a rain dance.
  23. A closed mouth gathers no foot.
  24. Duct tape is like the Force; it has a light side & a dark side, and it holds the universe together.
  25. There are two theories to arguing with women. Neither one works.
  26. Generally speaking, you aren't learning much when your mouth is moving.
  27. Never miss a good chance to shut up.
  28. We are born naked, wet, and hungry. Then things get worse.
  29. A journey of a thousand miles begins with a single step. Of course, so does falling down a flight of stairs.
  30. You can do anything if you want it bad enough. That is why we see so many people who can fly.
  31. Never say die. I've tried, and it doesn't actually make people die.
  32. Never under-estimate your ability to over-estimate your ability.
  33. Laughter is the best medicine, but in certain situations the Heimlich maneuver may be more appropriate.
  34. While others complain that their glasses are half empty, find joy in the fact that yours is half full. Just make sure it's twice as big as everyone else's glass.
  35. It takes a village to raise a child to hate all of the people in the next village.
  36. Dare to dream the impossible. I mean, why not? Dreaming doesn't take any effort.
  37. The key to someone's heart is never lost; it's just that the locks were changed because you're some sort of psycho.
  38. You have to learn to crawl before you can grovel.
  39. Each dawn brings us a fresh start, because we never learn, do we?
  40. You've got to kiss a lot of frogs before you find the prince. But he probably isn't going to be interested in a frog-kisser.
  41. Every failure is a step to success, up a ladder that will eventually collapse under the weight of all those failures.
  42. True beauty is on the inside, where no one will ever see it.
  43. One person can make a difference, if that person is, like, Bill Gates or whatzisname, the speaker of the House of Representatives.
  44. Every dog has his day. Of course, his day consists of smelling other dogs' butts.
  45. You can run but you can't hide, except apparently along the Afghanistan-Pakistan border.
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Irlanda: Trabalho de eletricista lambão vira obra de arte

O escritório onde trabalha um camarada chamado Padraig Murphy (que posta no Twitter com o pseudônimo de Malboury Jones e escreve sobre mapas em games como Podge Murphy) se mudou. E com a mudança, feita meio às pressas, parte do acabamento do novo local ficou inacabada durante algumas semanas. Numa das paredes, por exemplo, ficou um buraco expondo interruptores, fiações, disjuntores e controles.
Num estalo, este criativo designer gráfico e gamer de Galway, na Irlanda, aproveitou a oportunidade para brincar com a situação. Transformou o buraco na parede numa obra de arte. Para isso bolou uma daquelas plaquetinhas típicas de museu que se coloca logo ao lado da obra artística, com uma sucinta análise do “trabalho” e informações sobre a peça em si.
Postou sua gaiatice no Twitter e obteve fama instantânea. Clique numa foto para ampliá-la.

O horrendo buraco com a plaquinha à direita 

Detalhe da plaquinha

Tradução da placa

Mas não acabou aí. Poucos dias depois taparam o buraco, num conserto mais ou menos xexelento. E Padraig tocou adiante a brincadeira, bolando nova plaqueta satírica.

Depois de fechado o buraco, nova plaquinha

A nova placa
Segunda placa traduzida
O encadeamento de tweets sobre o tema, que começou em 26 de fevereiro, já agregou inúmeros comentários espirituosos, com um monte de gente mostrando também suas participações criando plaquetinhas similares para situações particulares com que se deparavam. E Padraig, vulgo Malboury, acabou conquistando uma legião de admiradores:

— Parece que somos tantos que podemos até organizar um sindicato — comentou.
Nosso grande Padraig, hábil curador de museus

[Independent.ie]

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Air New Zealand: Enfim um vídeo de bordo que não é chato


Todo mundo que já pegou avião sabe o quanto são enfadonhos aqueles vídeos de segurança apresentados a bordo logo antes da decolagem.

Mas os da Air New Zealand fogem à regra, pela criatividade, pelo bom humor e pela qualidade. O mais recente ambienta-se na Antártida e é realmente o máximo. Veja-o no YouTube, de preferência, com tela cheia e áudio alto.



No entanto, nem tudo são flores. Este último vídeo gerou polêmica.

É que em 1979 houve um terrível acidente com um voo da companhia justamente na Antártida. Em 28 de novembro daquele ano, um voo turístico sobre o continente austral espatifou-se contra o Monte Erebus, matando todas as 257 pessoas a bordo. Familiares e amigos das vítimas não gostaram nadinha que a empresa produzisse um vídeo de segurança justamente na Antártida. Saiba mais sobre o acidente aqui.

De resto, vale a pena procurar no canal de vídeos da dita empresa aérea pelos vídeos de segurança de anos anteriores. Em sua maioria são bons também, como o de 2014, no tema de "The Hobbit":






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